segunda-feira, 1 de março de 2010

A música em mim


Música, música do meu ser.
Onde você foi se esconder?


Vem cantar para mim, o tralalaia, dos meus dias de meninice.
As minhas primeiras palavrinhas, e a forma com que as disse.

Soa em meus ouvidos, aquela canção que eu pedia o papai para tocar, quando eu queria dormir;
E de quando a caixinha eu abria, e a bonequinha dançava sorrindo para mim.

Oh! ritmo quente, de quando éramos adolescentes.
No compasso, no balanço, com roupas indecentes.

Faz me dançar com canções de um doce amor, que nunca esqueci.
E no embalo cálido de grandes paixões, que jamais saíram de mim.

Faz me ouvir aquela canção, de quando o meu coração queria sofrer.
E de quando meus braços fortes, pareciam entorpecer.

Sopra sobre mim, o som do vento misturado com um tempo;
Que se passou e eu nem percebi.

Levou de mim os mais preciosos sons;
a música, a poesia e o meu jardim.

Deixou me num silêncio profundo,
Num sono de segundos que parecia não ter fim.


Não é possível virar o lado de um CD.
Não é possível voltar a viver.

Música, trilha da minha vida.
Um história tão linda que nunca esqueci.

Soberba

Estamos em um mesmo mar, numa mesma cama, num mesmo lugar.

E tudo isso, devido a um mesmo endereço, um mesmo nome, um mesmo preço.

O orgulho nos fez chegar a lugares desconhecidos, desertos e obscuros. Nos fez andar sozinhos, mergulhados em um mar de ódio, um mar sombrio.

Permaneço imóvel, em silêncio e com frio.
As minhas lágrimas estão congeladas e a parede de orgulho que nos separa ainda está lá.