Quem vai ouvir os meus gritos?
Quem vai sentir a minha dor?
O mundo é tão grande,
Nele habitam tantas pessoas!
Mas às vezes, parece não morar ninguém.
E no fundo dos meus olhos, a alegria das lembranças. De um passado que nunca existiu.
Esse é o motivo da minha existência.
Talvez um distúrbio, ou uma alucinação causada em momentos tristes.
Um delírio!
Sonho com momentos que não aconteceram, e os considero melhores do que, os que estou vivendo.
Um martírio!
Mas por um segundo, uma alegria. De ter vivido momentos bons, mesmo sendo esses fantasia, uma doce loucura.
Permaneço a pensar, a dor ainda está bem aqui dentro. E a solução anda longe daqui.
Corre pelo mato a fora, onde a minha alergia à ervas daninhas, e os meus problemas respiratórios me impedem de correr atrás dela. Não consigo mais vê-la.
E por um momento, apenas por um momento, eu fecho os meus olhos. Conto até cinco. E abro os lentamente, até entrar a primeira fenda de luz. E tudo está, tão somente e evidentemente, como deixei há um momento atrás.
Não era um sonho, nem tudo se desfaz com energia do pensamento.
As lágrimas já se foram, mas não lavaram a minha dor. E quando eu olho para o mundo, este mundo tão grande no qual eu me referi no inicio. A meu grito ecoa, e o som da minha voz faz doer a minha cabeça. Eu começo a andar, a procurar, e acabo me perdendo.
Eu não sei onde é o fim, e também não o procuro.
Enquanto isso, a saudade, a esperança, e a fantasia invadem os meus pensamentos.
Eu me deito no chão, e com uma leve expressão, começo a sorrir.
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