Perdi a poesia, e não sei onde à encontrar.
Perdem-se tantas coisas, mas perda de poesia. Nunca ouvi falar!
Talvez na correria da vida, que me impede de pensar.
Talvez num beijo gostoso, que não consegui lhe dar.
Talvez na dor constante, que faltou tempo pra chorar.
Por muitos dias, em palavras e pessoas; procurei por ela.
E não à encontrei.
Eu escrevi muitas coisas, não gostei e apaguei.
Eu ouvi muitas canções, e em poucos minutos, enjoei.
Eu tentei dizer coisas bonitas, não teve jeito; me calei.
A poesia me deixou.
Aquela flor no jarro, sem água. A pobrezinha murchou.
E no meu peito um sentimento de dor.
De sentimentos não expressos ódio, tristeza, alegrias e amor.
Ainda não a encontrei.
Vou terminar esse poema de uma forma que eu nem sei.
Sem poesia, sem letra vou escrevendo ao leu.
As palavras que como pássaros livres; giram, giram, pelo céu.
Espero que não seja a frieza que matou a poesia assim.
E desejo que o fogo do amor, possa aquecer tudo de bonito que um dia viveu dentro de mim.
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