quarta-feira, 5 de maio de 2010

Outono


E desta maneira vou vivendo.
Vou me fechando para o mundo.
Vou redimensionando o tamanho do meu sorriso.
E deixando o meu olhar pálido, sem brilho.


Estou a esperar algo inusitado.
Uma surpresa boa, como aquelas dos anos atrás.
Ou mesmo um pouquinho de humor.
Para me fazer gargalhar nem que seja por alguns minutos.


Procuro alguém que me ouça sem reclamar.
Que enxugue minhas lágrimas e que tome as minhas dores.
Que respeite o meu silêncio e as minhas repetições.
Que não me aconselhe, mas abrace-me.


Sei que tudo isso faz parte do maquinário.
É uma espécie de fôrma, para retirar as bordas que não servem mais.
È aquela estação que caem as folhas secas, para nascerem as bonitas.
Contudo, a mudança mesmo que para melhor, machuca.
Portanto, tenho aprendido, mesmo que no meu mundo, e mesmo que por alguns segundos eu precise chorar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MEDO

Aqui estou
No meu mundo fechado.
E o pensamento rodeado,
De reflexos e medos.

Medo de ficar sozinha.
Medo de ficar na minha.

Medo de ser a única a pensar diferente.
Medo de ficar doente.

Medos que vem e vão, numa sina constante.
Que como um fantasma vaga, pelas ruas ambulante.
Medo de não alcançar, o que esperem que eu alcance.

Medo de não fazer nada por ninguém.
Medo de esquecer que eu também sou alguém.
Medo de dar tudo que tenho e ficar sem.


Medo de chorar.
Medo de amar.
Medo de me expressar.
Medo de errar.


Medo de dizer.
Medo de me esquecer.
Medo de querer.
Medo de ser.

E por um instante.
Tive coragem,
E, diga-se de passagem;
Não tive medo de revelar meus medos!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Quando se perde a poesia...

Perdi a poesia, e não sei onde à encontrar.
Perdem-se tantas coisas, mas perda de poesia. Nunca ouvi falar!
Talvez na correria da vida, que me impede de pensar.
Talvez num beijo gostoso, que não consegui lhe dar.
Talvez na dor constante, que faltou tempo pra chorar.

Por muitos dias, em palavras e pessoas; procurei por ela.
E não à encontrei.
Eu escrevi muitas coisas, não gostei e apaguei.
Eu ouvi muitas canções, e em poucos minutos, enjoei.
Eu tentei dizer coisas bonitas, não teve jeito; me calei.

A poesia me deixou.
Aquela flor no jarro, sem água. A pobrezinha murchou.
E no meu peito um sentimento de dor.
De sentimentos não expressos ódio, tristeza, alegrias e amor.

Ainda não a encontrei.
Vou terminar esse poema de uma forma que eu nem sei.

Sem poesia, sem letra vou escrevendo ao leu.
As palavras que como pássaros livres; giram, giram, pelo céu.

Espero que não seja a frieza que matou a poesia assim.
E desejo que o fogo do amor, possa aquecer tudo de bonito que um dia viveu dentro de mim.

Conclusões...

"As pessoas um enigma
A vida um labirinto sem fim.
Vivemos em buscas de saídas, de respostas, de portas."


"O que responder? Em quem confiar?
Pra quem se esconder? A quem se doar?"


"Quando você escolhe não escolher nada, isso já é uma escolha."

domingo, 18 de abril de 2010

Eu, ele e o violão


E lá estava ele, sentado na beira da porta.
Com os pés descalços, e as meias furadas.
Com o violão no colo, ele tocava uma canção.


E lá estava ele, eu também estava lá.
Sentada ao seu lado com um vestidinho de xita.
Cantava alegremente, as músicas que eu tinha aprendido na escola.

E lá estava ele, tocava sempre as mesmas notas.
Mas era tudo tão bom.
O mundo era apenas eu, ele e o violão.

Agora ele está aqui, sentado na escada.
Os seus dedos estão enrugados, mas ele ainda toca.
Eu já não estou mas aqui.
E as meias...Ah...as meias continuam furadas.

sábado, 17 de abril de 2010

Vivente ou Encantante?

Não precisa ler os meus poemas.
Não precisa entender o que estou sentindo.

Nós poetas, somos loucos.
E as pessoas insensíveis demais, para entender o que há por trás das letras.


Já gastei muitos papéis, com lágrimas que nunca pararam de rolar.
Já amei muitas pessoas, que nunca souberam me amar.

E quando eu achava que o que sempre me atormentava era a solidão.
Surgiu um vazio maior ainda, um buraco que me consumia.
Algo sem definição.


Eu começo então a acreditar, que algumas pessoas nascem para viver, outras para encantar.Eu nasci para encantar.
É como se eu pintasse um mundo lindo para as pessoas viverem ,enquanto eu morasse em um porão.

Essa é a função do poeta, muitas vezes entre tantas lágrimas de decepções amorosas,
escrevemos poemas, que se trasformam em cartas apaixonadas das pessoas "viventes". Enquanto nós "os encantantes" permanecemos, com uma dor infinita, remediada por curtas frases.


É tudo tão lindo quando se lê, mas tudo tão doloroso quando se escreve.
E quando acaba o poema, quando está na ultima linha, a dor ainda não se foi. Ela apenas silencia.
E aguarda o proximo crepusculo de decepções, para se solidificar, e construir lindos poemas novamente.


Nos os encantantes, permanecemos pintando o mundo com palavrinhas, e sorrindo com a alegria dos viventes.

No final o mais gratificante de tudo é carregar uma certeza:
"Só tem dor, que tem ou ja teve amor."

domingo, 11 de abril de 2010

Num momento de dor...

Quem vai ouvir os meus gritos?
Quem vai sentir a minha dor?
O mundo é tão grande,
Nele habitam tantas pessoas!
Mas às vezes, parece não morar ninguém.

E no fundo dos meus olhos, a alegria das lembranças. De um passado que nunca existiu.
Esse é o motivo da minha existência.
Talvez um distúrbio, ou uma alucinação causada em momentos tristes.
Um delírio!
Sonho com momentos que não aconteceram, e os considero melhores do que, os que estou vivendo.
Um martírio!
Mas por um segundo, uma alegria. De ter vivido momentos bons, mesmo sendo esses fantasia, uma doce loucura.
Permaneço a pensar, a dor ainda está bem aqui dentro. E a solução anda longe daqui.
Corre pelo mato a fora, onde a minha alergia à ervas daninhas, e os meus problemas respiratórios me impedem de correr atrás dela. Não consigo mais vê-la.
E por um momento, apenas por um momento, eu fecho os meus olhos. Conto até cinco. E abro os lentamente, até entrar a primeira fenda de luz. E tudo está, tão somente e evidentemente, como deixei há um momento atrás.
Não era um sonho, nem tudo se desfaz com energia do pensamento.
As lágrimas já se foram, mas não lavaram a minha dor. E quando eu olho para o mundo, este mundo tão grande no qual eu me referi no inicio. A meu grito ecoa, e o som da minha voz faz doer a minha cabeça. Eu começo a andar, a procurar, e acabo me perdendo.
Eu não sei onde é o fim, e também não o procuro.
Enquanto isso, a saudade, a esperança, e a fantasia invadem os meus pensamentos.
Eu me deito no chão, e com uma leve expressão, começo a sorrir.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A música em mim


Música, música do meu ser.
Onde você foi se esconder?


Vem cantar para mim, o tralalaia, dos meus dias de meninice.
As minhas primeiras palavrinhas, e a forma com que as disse.

Soa em meus ouvidos, aquela canção que eu pedia o papai para tocar, quando eu queria dormir;
E de quando a caixinha eu abria, e a bonequinha dançava sorrindo para mim.

Oh! ritmo quente, de quando éramos adolescentes.
No compasso, no balanço, com roupas indecentes.

Faz me dançar com canções de um doce amor, que nunca esqueci.
E no embalo cálido de grandes paixões, que jamais saíram de mim.

Faz me ouvir aquela canção, de quando o meu coração queria sofrer.
E de quando meus braços fortes, pareciam entorpecer.

Sopra sobre mim, o som do vento misturado com um tempo;
Que se passou e eu nem percebi.

Levou de mim os mais preciosos sons;
a música, a poesia e o meu jardim.

Deixou me num silêncio profundo,
Num sono de segundos que parecia não ter fim.


Não é possível virar o lado de um CD.
Não é possível voltar a viver.

Música, trilha da minha vida.
Um história tão linda que nunca esqueci.

Soberba

Estamos em um mesmo mar, numa mesma cama, num mesmo lugar.

E tudo isso, devido a um mesmo endereço, um mesmo nome, um mesmo preço.

O orgulho nos fez chegar a lugares desconhecidos, desertos e obscuros. Nos fez andar sozinhos, mergulhados em um mar de ódio, um mar sombrio.

Permaneço imóvel, em silêncio e com frio.
As minhas lágrimas estão congeladas e a parede de orgulho que nos separa ainda está lá.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O sagrado eu (Poema masculino)

















Se eu te contasse que meu relógio vive adiantado, e meu armário bagunçado...Talvez você não gostasse de mim.

Se eu te contasse que eu fico em casa de bermudão rasgado, que ando sem nenhum tustão furado...Talvez você não sairia comigo.

Se eu te contasse que o meu carro é emprestado; que passo a noite acordado, pensando em dívidas que eu to atolado...Talvez você não saberia me amar.

Se eu te contasse que eu já fui casado, que tenho um filho malcriado... Talvez a mim você negaria.

Se eu te contasse que estou desempregado, e estou com os dias contados por um doidinho meio noiado...Talvez nem pena sentiria de mim.

Ah se eu te contasse!

Para a sua vida seria apresentado; como um astro apagado, do cinema do passado.

Lhe entregaria um papel dourado, escrito e autografado:

Que Serei o seu amor, se eu guardar o que é sagrado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Casual X Proposital

Casual é te encontrar.
Proposital é te olhar.

Casual é amar-te.
Proposital é disfarçar.

Casual é estarmos num mesmo lugar.
Proposital é a reação que temos.

Casual é ver uma foto.
Proposital é vê-la novamente.

Casual é ouvir.
Proposital é querer que os outros te ouçam.

Casual é errar.
Proposital é esconder os erros.

Casual é falar de coisas findas.
Proposital é sofrer novamente.

Casual é recitar um poema.
Proposital é querer que os outros te notem.

Casual é ouvir uma música.
Proposital é pensar em você.

Casual é ter grandes coisas.
Proposital é invejar.

Casual é namorar você.
Proposital é amar-te.

Casual é perdoar.
Proposital é esquecer.

Casual é pensar no que se diz.
Proposital é dizer o que se pensa.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O enigma da vida I ...

“Em algumas pessoas o desejo de viver parece morrer aos poucos, vivem apenas por ainda estarem vivos. E aos que acompanham esses, acabam do mesmo jeito, sentenciados.
Outros vivem tão intensamente, que a vida passa como um cometa, rapidamente. E aos que os seguem, os amam e sentem- se contagiados com tamanha plenitude.”

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Amor e Traição

E na cabeça de Luiz José repete a trágica cena:
Lindaura, sua amada, beijando Lucio.
No momento do beijo, era como se um filme passasse na cabeça de Luiz José. Onde as lembranças de um amor perfeito pareciam o enlouquecer.
Luiz José permanece imóvel, perplexo e mudo, porém consciente.
Naquele momento ele podia sentir as mãos macias de Lindaura, deslizando pelas suas costas, assim como faziam com Lucio.
Com dores de cabeça, lágrimas entre sorrisos, está Luiz José a andar de um lado para o outro.
E num segundo, dentro de si, ouvia se um grito.
Ele agora não sabe o que fazer com os corpos estrangulados.
Seguiu caminhando em direção ao suposto casal apaixonado, apanhou Lucio pela gola da camisa e sem pestanejar, o mata.
Luiz José pode ver nesse momento, o sorriso e Lindaura quando ele a via.
A mulher permanecia a chorar, e ao mesmo tempo tentava explicar o acontecido.
Luiz José pensa em suicídio, e ao mesmo tempo, sente se infiel ao que aprendeu com vida.
Quando contemplou Lindaura a chorar, sentiu-se novamente traído, então avançou o pescoço da amada, e também a matou.
Segue agora rumo ao telefone, liga para a PM e faz uma denúncia anônima, esperando que a polícia venha buscá-lo.
E abraçava o corpo, e tentava fazê-la voltar, mesmo sabendo que era inútil.
E na cabeça de Luiz José repete a trágica cena:
Lindaura, sua amada, beijando Lucio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Don´t cry

Passa o tempo,
Não o vejo passar.
Choro a todo o momento.
Agonia no ar.

Passam os anos.
Tristeza total!
Mudança de planos,
Fuga do real.

Passam os meses.
Lágrimas constantes.
Sorriso ás vezes,
Coisa de instantes.

Passam os dias,
Sem perceber;
Com nostalgia,
Lágrimas a descer.

Passam as horas.
Ninguém me vê!
Minha alma chora,
Não tenho você.

Passam minutos.
Doente estou.
Vejo vultos.
A alegria acabou.

Passam segundos.
Lágrimas mortas.
Gritam os mudos,
Fecham-se as portas.

Passa a vida.
Descanso em paz.
Chance perdida,
Que não volta atrás.

Ruídos


Ouço gente falando.
Estou vivendo,
Com gente falando,
A todo o momento.
Tento evitar,
Mas eles estão falando;
Falando alto, sussurrando.
Alguns gritam, outros cospem,
Mas todos produzem algum som.
Um barulho de gente falando.
Eles não estão conversando entre si.
Eles só estão falando.
Falando sozinhos, falando comigo.
Eu os ouço, mas não os escuto.

Para quê falar de solidão?

Fiz um poema sobre solidão.
Ao som de canções melancólicas,
em uma manhã fria, num resto de papel que encontrei.
Tudo estava tão abandonado quando eu falei de solidão!
O passarinho na minha janela não cantava uma canção.
Na rua todos mal se cumprimentavam sem muita emoção.
A terra, já não mais fazia o movimento de translação.
Tudo estava tão abandonado quando eu falei de solidão!
As nuvens desengonçadas, cada uma em uma direção.
Os trabalhadores trabalhavam sem nenhuma aptidão.
As rimas do meu poema perdiam a inflexão.
Tudo estava tão abandonado quando eu falei de solidão!
Falava de solidão.
Era nela que encontrava companhia para os meus dias tristes e obscuros.
Terminara então o meu poema, pois já não mais estava sozinha:
A solidão me acompanhava.

Açaí

A pequena menina cresceu e precisa escolher o seu par.
Não precisa ser perfeito, é necessário a amar.
È preciso ser autêntico e também a conquistar.
È preciso ser sincero, sem precisar gritar.

A pequena menina quer um homem, que goste de viver.
Que ame coisas simples, como ver o sol nascer.
que a ajude, quando vê-la cair.
Que faça a sua barba, e que tome açaí.

Ela quer alguém que a chame de namorada.
Que a mande calçar os chinelos, ou mesmo andar na calçada.
Que a surpreenda sempre que puder.
Que lave bem as mãos, e que não coma de colher.

A pequena menina quer alguém, que se preocupe em vê-la feliz.
E quando o futuro fizer alguma lágrima escorrer pelos seus olhos, que não alcancem o nariz.

Espero não morrer amanhã


Não me apresse, ainda há tempo!
Espero não morrer amanhã.
Vou aprender a tocar violão.
vou sorrir e parar de chorar.
Não me apresse!
Espero não morrer amanhã.


Vou comer, vou te olhar.
vou dormir, vou andar.
Não me apresse!
Espero não morrer amanhã.


Vou tomar a maldita da pílula.
Virar a noite a estudar.
Só te peço que não me apresses!
Espero não morrer amanhã.

Vou cumprir meus afazeres.
Vou me apaixonar.
Não! Não me apresses.
Espero não morrer amanhã.

Vou ir a igreja, vou te ligar.
Seguir as regras e agradar.
Só não quero que me apresses.
Espero não morrer amanhã.

Vou ver aquele filme.
E até meu cabelo arrumar.
Não preciso que me esperes.
Apenas não me apresses.
Espero não morrer amanhã.

Vou comemorar meu aniversário.
Vou ter um bicho pra cuidar.
E me irritar por quê?
Espero não morrer amanhã.

Vou comprar um vestido novo.
Prometo não me atrasar.
Não me apresses meu bem.
Espero não morrer amanhã.

Vou tirar férias, vou viajar.
Vou escrever um poema e até dançar.
Tudo bem devagar!
Não queria antecipar.
Espero não morrer amanhã.

Vou conhecer a praia.
E de bike aprender a andar.
Para quê tanta euforia?
Espero não morrer amanhã.

Vou ir ao médico.
Vou passar no vestibular.
O relógio é meu amigo.
Espero não morrer amanhã.

E quando o amanhã chegar.
Ninguém é imortal!
Aqui estarei eu a cantarolar.
Como um passarinho num dia de sol.
Como cigarra pela noite a voar.
Apenas esperando que a morte não venha amanhã...Mesmo sabendo que ela virá!

Vivência

Vivendo em preto e branco,
Vivendo no arroz com feijão.
Vivendo em uma discoteca;
Sem música, melodia ou canção.

Vivendo o sorriso de uma lágrima,
Vivendo sem rumo, destino ou direção.
Vivendo numa casa fechado;
Sem teto, lados ou chão.

Vivendo no rascunho,
Vivendo em processo de mutação.
Vivendo numa viagem;
Sem passagem, motorista ou condução.

Vivendo num sonho constante,
Vivendo numa imensidão.
Vivendo apreciando um céu;
Sem sol, lua ou constelação.

Vivendo a vida que é pra viver.
Vivendo de coração.
Vivendo desejando um mundo;
Sem ódio, tristeza ou solidão.

Olhares


Você possui olhares.
Olhares tão bonitos!
Olhares que escondem coisas.
Olhares que me mostram o infinito.

Olhares tão frios.
Olhares tão afetuosos.
Olhares que fazem de seres tão inferiores;
Reis, nobres e poderosos.

Olhares tão tímidos,
Olhares tão apaixonados,
Olhares sonolentos,
Ou quem sabe até fechados.

Olhares que só você tem.
Olhares são seus e de mais ninguém.
Olhares que meus olhos insistem em contemplar.
E quando encontro o meu leito, são eles que os meus olhos estão a procurar.

Olhares que revelam verdades,
Olhares que me mostram quem eu sou.
Olhares tão humildes,
Cheios de brilho e de amor.

Olhares alegres,
Olhares sentimentais,
Olhares tão perfeitos,
Que meus versos já não descrevem mais.

Deprecação

Não quero ver ninguém.
Feche a porta, apague a luz.
Eu só preciso de um pouco de paz.
Eu só quero estar em minha própria companhia.

Não me venha com broncas e sermões.
Feche a porta, apague a luz.
Volte outra hora!
Não quero que você me veja assim.

Não precisa tentar me animar,
Feche a porta apague a luz.
Dessa forma não verá as minhas lágrimas.
Ficarei bem aqui neste cantinho.

Não insista em querer ficar,
Feche a porta, apague a luz.
Esse lugar é muito sombrio pra você.
Eu repito, volte outra hora!


Não! Eu não quero remédios!
Feche a porta, apague a luz.
Não perca seu tempo com mesquinharias.
Tudo passa, isso também passará!


Tudo aqui é diferente.
Feche a porta, apague a luz.
A escuridão fará com que não veja o vazio dentro de mim.
Amanhã estarei bem melhor!
Agora, feche a porta e apague a luz.

Dismorfologia

Cheios de ondas são os meus cabelos.
E a minha vida tem ondas.
Hora mais calmas,
Hora mais agitadas.


Grandes são os meus olhos.
Assim também é a minha dor.
A causa é uma ferida,
Que nunca cicatrizou.

Baixinha é a minha voz.
Baixa como meu ego.
Como o amor próprio.
Para alguns isso é virtude. (assim como falar baixo)

Compridos são os meus dedos.
Minha complexidade também é assim.
Um jeito tão estranho.
Ninguém entende.

Magro é o meu corpo.
È como a maldade em mim.
Tão fininha e tão pobre.
Rejeitada.

Vermelho são os meus lábios.
Vermelho é o meu coração.
Se vermelho representasse a paixão,
Eu também seria vermelha. (apaixonada pela vida)

Bonito é o meu sorriso.
Assim como o meu amor,
Tão puro, verdadeiro e sincero.
Aos que quero tão bem.

Perder




















Perder, perder para quê?
Se a vida é mais bonita conjugando o verbo ter.

Perder, perder para quê?
Minhas manhãs e o meu lazer,
È tudo tão sem graça sem você!


Perder, perder para quê?
Onde você foi se esconder?
Nunca mais irei te ver.

Perder, perder para quê?
Só assim é que percebemos a importância de um ser.


Perder, para entender o sentido do sofrer.
Perder, para sentir o gosto amargo do fel, e só então perceber;
que tudo se perdeu, quando eu perdi você!

Prudência

Quando escrevo, eu penso.
Por que escrever se desfaleço?
Quano eu penso, escrevo.
Por que pensar se entristeço?
È quando estristeço que eu penso.
E é quando eu penso, que eu escrevo.
Mas se pensar me faz escrever...
Por que escrever se desfaleço?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E a cabeça que não para de pensar...

"Não deem importância aos erros, e sim a forma com que se procede após errar..."



"Eu questiono Renato Russo ao dizer que o amor é ferida que dói e não se sente, isso só vale enquanto se é correspondido."


"Minha vida,
Os lugares,
Parecem vidas distintas."


"Tão sublime quanto o nascer do sol e o nascer de uma vida."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

1 ano e 3 semanas

Aos que sabem do amor, é possível amar em 1 ano e 3 semanas?
Eu amei, não que eu soubesse amar, mas eu amei.
Amei da forma errada.
Entreguei os pontos, as vírgulas, as aspas e tudo o que eu tinha de melhor.

E quando aprendi a gostar de poema, eu o amava.
O amava tanto, que comecei a me interessar pelos poemas que ele me escrevia.

E quando vi você, não havia mais ninguém.
Todos pareciam estátuas sem vida em um jardim.
Todos morreram para mim.
Tudo, tão somente era você.

E me sentia como uma rosa, que você mesmo plantou e cuidou.
Cuidou para levá-la ao deserto de sua vida.
Onde ela não se adaptou. E foi morrendo aos poucos.


Troquei o sorrir pelo molhar dos seus ombros.
Transformei nossas horas, em dolorosos momentos.
Cuidei para que cada ligação não atendida, e cada ausência sua, fosse um minuto de loucura.

Eu é que sei, onde errei.
As vezes que liguei,
As vezes que chorei,
As vezes que me entreguei.

Nada foi vão.
Foram apenas passaportes para o meu sofrimento.
Para o início do renascimento que houve dentro de mim.

Se eu esperei por você.
Se você me fez sofrer.
Eu sei, foi eu quem quis assim.

Hoje eu canto, canto para me encontrar.
Pois no meio de tantos encontros e desencontros,
Tantas pétalas caídas no chão. Me perdi.


Tudo teve seu fim,
Você não ama mais a mim.
Nem eu mais a você.


Não tão breve assim,
Mas resumindo em uma só nota, que é pra não ouvir a mesma canção, outra, e mais outra vez.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Formatura

Sabemos que sentiremos falta daquele uniforme azul e branco que nunca usávamos.
De alguns professores, das zuações, das notas ruins e também das longas conversas e boas amizades.
Das vezes em que fomos chamados a atenção pela supervisora, da merenda da escola e de todas as brincadeiras e confusões já aprontadas.
Lembraremos-nos com receio da divisão que existiu na sala e também daquelas pessoas nas quais não combinávamos, todavia juntos alcançamos essa meta.
Agora, seguiremos “sozinhos”, numa escolha que é só nossa.
Entretanto, levaremos dentro de nós lembranças de um tempo que não volta mais.
Seremos a partir de agora, eternos estudantes da escola da vida, pessoas rumo ao um futuro incerto onde a resultado quem determina é somente Deus e nós mesmos.
Estamos felizes e gratos a Deus por ter cumprido mais um etapa, estando certos, que esse é apenas o começo de muitas e muitas batalhas que ainda virão!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010














Hoje levantei,e não planejei...Não disse o que tinha de fazer.
Deixei que o dia corresse livremente, como a água das nascentes a se misturar com a dos rios.
Hoje apreciei a natureza, e sem antes perceber, pude ver o quão bela é a criação divina.
Hoje me senti mais eu, mais independente.
Hoje eu respirei melhor, eu falei menos mal das pessoas, ocupei o meu tempo com coisas úteis.
Hoje eu respondi ao máximo de ordens possíveis, realizei muitos favores e quebrei muitos galhos.
Hoje eu disse bom dia a pelo menos umas cinco pessoas.
Hoje distribui, gratuitamente, muitos sorrisos.
Hoje eu me senti alguém, mesmo sendo tão pouquinho.
Hoje eu cozinhei e comi com vontade.
Hoje eu vesti roupa branca, o que para mim é uma mudança, já que só uso preto.
Não estou aqui para dizer que vocês têm que fazer tudo isso aqui, mas para dizer que eu venci, eu venci um dia, o primeiro de muitos!
...A fim de demonstrar o meu contentamento e a minha gratidão por mais um dia vivido, escrevi isso.




“A FELICIDADE É FEITA DE PEQUENAS COISAS!”
(desconheço o autor da frase)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nas férias...Eu penso, eu escrevo!

"Felicidade Folha Seca para onde vais?"


"Muitas vezes o desejo a preservar a educação é tão grande, que acaba fazendo de nós seres falsos."


"Faz-me odiar te por um minuto, e amar te por toda vida."

Egoísmo necessário

Agora eu vo deixar para lá.
Vou deixar rolar, não vou esquentar.

Vou assistir TV me distrair, e se não conseguir,vou ir dormir!


Eu só quero ser feliz, com ou sem você.
Sei que é muito difícil um relacionamento a dois...Penso nisso depois!



Agora,
Eu vou subir as colinas, chegar até o topo, e gritar bem alto...
Que eu ainda quero viver!